Qual a importância de combater a intolerância religiosa?

21/01/2020

Saiba por que é responsabilidade de todos lutar contra o preconceito e a discriminação religiosa 

Intolerância

O Brasil é um país aonde a diversidade está presente em todos os aspectos da sociedade, principalmente quando falamos sobre crenças e religião. Com isso em mente, é muito difícil pensar que um local tão diverso tenha problemas com intolerância e discriminação, porém, infelizmente, essa é a realidade que vivemos atualmente em nosso país, pessoas que sofrem violência diariamente por somente exercerem o direito de ter uma crença e celebrar os seus ritos. 

Apesar das origens africanas serem parte fundamental da nossa história, as religiões de matriz africana são as mais afetadas pelo preconceito e pela intolerância. Tanto que, são assustadoramente comuns os ataques violentos a terreiros de Umbanda e de Candomblé, as retaliações acabaram se popularizando de tal forma que atingiram um ponto crítico no ano 2000, onde uma Iyalorixá (Mãe de Santo) muito popular no estado da Bahia, conhecida como Mãe Gilda, do terreiro Axé Abassá de Ogum acabou falecendo em decorrência de um infarto fulminante após ler uma matéria publicada pela Igreja Universal do Reino de Deus, no jornal Folha Universal, em que publicaram na capa, uma foto sua com uma tarja preta no rosto acompanhada do título "Macumbeiros charlatões lesam a vida e o bolso dos clientes".

Esse caso foi o exemplo ideal de como a violência, seja ela física, verbal ou psicológica, tem o poder de destruir a vida daqueles que são alvos frequentes de tais atos de crueldade. 

Visando dar um basta nos casos de intolerância e eternizar a imagem de Mãe Gilda, o então presidente Luis Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei n°11.635, de 27 de dezembro de 2007, que determinou que o dia 21 de janeiro (data do falecimento de Mãe Gilda) se tornasse o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, uma data inteiramente dedicada a reforçar os direitos previstos na constituição que garantem a liberdade de religião e definem a igreja e o estado como duas coisas separadas, sendo assim o Brasil oficialmente um Estado Laico.

Atualmente o dia 21 de janeiro é considerado um marco na luta ao respeito da diversidade religiosa. Embora o preconceito e a intolerância religiosa sejam considerados pela legislação brasileira como crime, as ocorrências continuam aumentando de forma substancial nos últimos anos. Confira abaixo um que entre 2015 e 2017, ocorreram cerca de uma denúncia a cada 15 horas:

É muito importante lembrar que mais que tolerância, é preciso que exista respeito por todas as religiões, independente da ocasião. Praticantes como os de religiões de matriz africana, não buscam somente ser tolerados, eles lutam por respeito e pela liberdade de poderem professar a sua fé.

Afinal todos nós gostamos de ter nossas liberdades individuais respeitadas, pois é somente dessa forma que conseguiremos construir uma sociedade sem preconceitos e que vise o progresso conjunto.

Se você presenciar qualquer caso de discriminação ou intolerância religiosa, não hesite em realizar uma denúncia ligando no disque 100 (serviço do Governo Federal para denúncias de violações dos Direitos Humanos), não é necessário se identificar.


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